A liberdade em questão, possibilitaria que todos tenhamos acesso aos passeios públicos sem ter que enfrentar os desníveis, buracos, rampas fora dos padrões, lixeiras, pontos de ônibus, bancas de jornais, bueiros destampados, e pisos escorregadios. A verdade é que esses casos são ainda muito comuns nas cidades do Brasil e Valinhos não foge a essa regra.
Nossas calçadas deveriam facilitar a circulação dos pedestres e possibilitar que as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida encontrassem menos ou nenhuma dificuldade para chegar até Postos de saúde, Hospitais, Cinemas, Igrejas, estabelecimentos comerciais, Parques públicos, eventos culturais.Lugares público e que devem ser frequentado por qualquer pessoa, mesmo aquelas sem condições ou com dificuldades de locomoção. As calçadas sem qualidade e os locais inacessíveis inibem a participação dessas pessoas na sociedade, levando-as ao isolamento, obrigando-as a se concentrarem em locais fechados e impedindo-as de interagir com a sociedade.
Somente pelas calçadas podemos chegar ao trabalho, fazer compras, frequentar clubes, ir ao shopping. A questão é que esses espaços, conforme determinam as leis, são de responsabilidade do proprietário do imóvel e talvez por isso nos deparamos com as mais diferentes situações: calçadas irregulares, obstáculos, raízes de árvores, pequenos jardins, calçadas sem nenhuma acessibilidade.
Exemplificando este fato no nosso município, é só o leitor passear pelas ruas do centro da cidade.
Rua 21 de Dezembro a faixa de pedestre termina numa guia não rebaixada e para um cadeirante chegar ao centro comercial daquela rua precisa de ajuda de terceiros.
Sete de Setembro, piso escorregadio, buracos e os lojistas que picam papel para suas promoções quando os pedaços vão para calçadas vira uma armadinha para que usa muletas ou bengalas.
Rua Antonio Carlos, calçadas sempre, soltando parte do piso, e buracos com risco de um acidente grave.
Praça Washington Luiz as calçadas não tem guias rebaixadas adequadamente, e sem nenhuma sinalização para deficiente visual
Paço Municipal, as rampas que existe estão fora das normas e próximas as plantas de um pequeno jardim, como as duas rampas são estreitas, para se chegar ao saguão é preciso sentir as folhas das plantas no rosto, e se estiver chovendo ao passar pelo local, terá as roupas molhada.
Citamos apenas alguns pontos, onde o leitor não irá encontrar uma calçada que atenda aos critérios na NBR 9050/2004 , da Associação Brasileira de Normas Técnicas.
O Comércio local, que tanto propaga para que os moradores comprem na cidade, não se preocupa com este fato, pois em suas políticas de melhoria para o centro a questão acessibilidade é item duodécimo segundo.
Talvez seja por que no pensamento dos empresários da cidade se imagina que o número de pessoas com deficiência que precise de calçadas acessíveis seja pequeno para justificar algum investimento.
Mais não podemos esquecer que os idosos, os obesos ou os deficientes temporários, como aqueles que estão com algum membro imobilizado, assim como os milhares que se acidentam diariamente no trânsito de nossas cidades.
Um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que idosos e mulheres com sapato de salto alto são as duas vítimas mais comuns de acidades nas calçadas.
O que queremos deixar claro é que não adianta ter, por exemplo, um banco com rampas acessíveis, se as calçadas, que são a principal forma de acesso a esses locais e aos meios de transportes, são inacessíveis?
Esta mais que na hora de se pensar numa Valinhos como um todo, e não apenas naqueles que ainda não precise de auxilio para se locomover.
Engenheiro, arquitetos que são responsáveis pelas construção na cidade precisam colocar o tema acessibilidade nas suas obras e procurar caminhos para implantação de casas, edifícios, centros comerciais com total acessibilidade.
E o poder público deve fazer cumprir a legislação, já é chegada a hora de se caminhar nas calçadas da nossa Valinhos livre de obstáculos e firmar os passos rumo a uma cidade mais justa e igualitária.

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